terça-feira, 8 de agosto de 2017

Relato das Férias na Europa

Relato das Férias na Europa
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
Nas férias de julho de 2017 a minha família havia planejado uma viagem pela Europa, do dia 06 de julho até 04 agosto, passando pelos seguintes países: Itália, Vaticano, Portugal, Inglaterra, França, Espanha e Suíça, passando pelas capitais de cada um e depois indo conhecer o interior.
No primeiro dia fomos para Roma e conhecemos o Vaticano  (o menor país do mundo com apenas 0,5 Km de extensão). Também conhecemos o Coliseu, um campo de batalha histórico e cenário de muitos filmes.
Fomos também para as Catacumbas de São Calixto, com mais de 50 mil corpos enterrados. Na época que foi feita não as pessoas acreditavam em um só deus e não acreditavam na morte, acreditavam que as pessoas entravam em um sono profundo e um dia poderiam acordar.
No dia seguinte alugamos um carro e fomos para Veneza e no caminho paramos em varias cidades. Primeiro foi a praia de Fano onde tomamos um banho de mar. A praia de Fano é linda, cheia de pedras, lá não tem areia apenas pedras e a água é cristalina e muito limpinha. É a água do mar Adriático. Depois de Fano fomos para Rimini que é uma praia e também uma cidade, passeamos e dormimos lá. No dia seguinte fomos diretamente para Veneza. Lá andamos de gôndola, um barco tradicional de Veneza, por meio do qual os turistas podem conhecer melhor a cidade. Veneza é uma cidade criada por pescadores para fugirem dos bárbaros e foi feita em cima de um banhado.
Depois de Veneza fomos para Florença. Lá conhecemos o rio Arno, vimos a estátua de David, andamos de charrete e logo viajamos para Pisa. Lá vimos a Torre de Pisa que é um pouco torta por causa de seu peso. Pelo fato de ser construída em cima de um banhado, ela entortou-se naturalmente.
Depois de Pisa fomos para Grosetto para dormir e no dia seguinte continuamos a viagem. Chegamos no aeroporto de Roma e pegamos o avião para irmos para a Inglaterra.
Chegando em Londres, pegamos um Uber e fomos para o nosso hotel. Lá não tinha wi-fi e eu fiquei meio chateado por causa disso, mas me serviu de lição.
No dia seguinte pegamos o ônibus de turismo. Passeamos um pouco e descemos no Big Ben e tiramos uma foto dele.
Antes da viagem, a minha irmã Jessica havia pesquisado e sugerido que a gente fosse para o aquário de Londres. Por coincidência achamos. Ele se chama Sea Life Aquarium.
Na hora de pagar recebemos a promoção para irmos à roda gigante também.
No Sea Life Aquário vimos peixes, tubarões, tartarugas, sapos, água viva entre outros animais marinhos.
Descobrimos que na vida dos cavalos marinhos é o macho que engravida.
Saindo do aquário fomos para a fila para irmos na roda gigante   
que se chama London Eye, a maior roda gigante do mundo com 135 metros de altura. Fomos também no Buckingham Palace, um dos palácios da rainha Elizabeth II. O seu palácio tem 775 quartos e 78 banheiros. A rainha tem 188 funcionários e 92 oficiais.
Depois de tirarmos uma foto do palácio, fomos caminhando pelo
Hyde Park e depois fomos para o hotel, fizemos um piquenique lá e fomos dormir.
No dia seguinte fomos andar de barco que estava incluído no pagamento do ônibus de turismo. O barco nos levou exatamente onde queríamos: a cidade de Greenwich. Nós tínhamos combinado de fazer piquenique mas mudamos de ideia. Assim que chegamos lá comemos um hot-dog alemão. Logo depois subimos pelo Greenwich park para irmos para o meridiano de Greenwich. Fomos também no museu de Greenwich, vimos os primeiros relógios do mundo e os primeiros telescópios.
Depois ficamos sentados no Greenwich park e eu gravei um vídeo dançando. Depois descansamos um pouco lá e depois fomos embora. Fizemos um piquenique no quarto do hotel e fomos dormir.
No dia seguinte nos fomos na Highgate Station onde nossos pais se conheceram pela primeira vez há 27 anos.
O papai Toni nos explicou cada detalhe do momento do dia 29/03/1990. Foi um momento emocionante para nossos pais. Papai Toni gravou um vídeo no lugar explicando tudo. Ele gravou umas 10 vezes porque ele estava bem emocionado e acabava errando nas falas.
Depois da Highgate Station fomos para Muswell Hill onde o papai Toni trabalhou e viveu por 2 anos. Fomos no mercado e depois para o  Hampstead Heath, um parque que os papais frequentavam. Fizemos nosso piquenique e depois eu e o Filipe fomos tomar banho na piscina natural. Fomos para o hotel, jantamos e fomos dormir.
No dia seguinte pegamos o carro e fomos para interior da Inglaterra para conhecermos a história do Dad. Fomos para a Ilha de Brownsea onde aconteceu o primeiro acampamento escoteiro do mundo. Pegamos um lenço deles e deixamos um nosso. Logo depois almoçamos e fomos ver as pedras de Stonehenge onde o Dad foi com os pais dele anos atrás.
Depois viajamos para Stratford onde mora o nosso tio John, irmão do Dad.
Nos jantamos com o tio John e com a esposa dele que se chama Sue. Conversamos bastante e depois fomos para o nosso hotel. Lá era o lugar mas esperado na  viagem por causa do café britânico: bacon, ovo e linguiça. Todos gostamos.
No dia seguinte viajamos para Corbridge para conhecermos onde nossos bisavôs moraram. Depois fomos para Bollington onde nosso papai David (o Dad) nasceu. Ele nos mostrou as casas onde ele morou, a rua onde ele viveu, onde ele brincou e viveu. Em seguida, fomos para a cidade vizinha de Macclesfield e visitamos a escola onde ele estudou dos 11 aos 18 anos. A escola tem mais de 500 anos. Ele se emocionou bastante.
Depois seguimos viagem para Luton.
No dia seguinte fomos para Londres de trem para fazer conexão para irmos para Paris.
Chegando em Paris deixamos nossas coisas no apartamento e já fomos passear. Alugamos cinco bicicletas e fomos até a torre Eiffel. Lá embaixo comemos batatas enquanto estávamos na fila. Subimos na torre. Tiramos fotos e descemos. Pegamos as bicicletas e fomos embora. No caminho compramos McDonalds, comemos e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos, tomamos café e fomos andar no ônibus de turismo e descemos na torre Eiffel. Lá compramos coisas para o piquenique e fizemos o nosso piquenique no Campo de Marte. Depois descansamos um pouco lá no parque na grama. Em seguida tomamos um sorvete e fomos para o apartamento. Tomamos banho e fizemos o Kumon. O Dad preparou uma macarronada jantamos e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos tomamos café e fomos para o museu do Louvre, o maior museu do mundo, que leva em torno de 4 dias para se ver todas as sua salas. Nós ficamos quatro horas lá e só vimos duas salas, a parte do Egito antigo e uma parte das pinturas onde fica a Mona Lisa.
No dia seguinte acordamos e fomos para a estação de trem para irmos para Genebra na Suíça a convite de uma amiga de muitos anos de nossos pais. Passamos a tarde toda viajando e ficamos três dias na casa dela.
O nome dela é Mariângela, que mora com o marido dela Antonio e o filho Felipe que tem dois animais de estimação: uma cadela chamada Luna e o outro mais exótico, uma cobra chamada Catarina.
Desde pequeno eu gosto de cobras e eu não tive medo dela. Peguei ela na mão e brinquei com ela.
À noite o tio Antonio fez uma macarronada diferenciada e exótica especial para nós, jantamos e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos tomamos café e fomos passear pela cidade de Genebra. A tia Mariângela teria que trabalhar, mas ela tirou três dias de folga para passar com a gente. Ela nos mostrou os principais pontos da cidade, inclusive o jato d’água, símbolo de Genebra. Assim como em Paris tem a torre Eiffel, em Londres o Big Bem, em Genebra é o jato d’água.
O tio Antonio e a tia Mariângela nos deram 30 francos suíços, 10 francos para cada um dos filhos.  O franco suíço é o dinheiro da Suíça.
Fomos em uma loja de chocolates e compramos nossos chocolates. Depois fomos ao mercado. Compramos algumas coisas e fomos fazer um piquenique na beira do lago de Genebra. O lago é gelado, mas eu e meu irmão Filipe entramos na água. Depois fomos conhecer a ONU (Organização das Nações Unidas).  Em seguida fomos para o CERN (Centro Europeu de pesquisas Nucleares), onde estudam átomos e o Big-Bang. O laboratório deles fica a 100 metros para baixo do solo e tem 27 KM de largura e mais de 120 de circunferência, onde está girando o acelerador de partículas.
Depois fomos para casa, tomamos banho e ficamos brincando um pouco. Para a janta o tio Antonio preparou uma moqueca de frutos do mar com arroz e farinha de dendê. Adoramos o jantar.
Depois do jantar os mais velhos tinham compromissos e enquanto isso eu, Jessica e Filipe fomos andar de bicicleta.
Ao voltar comemos uma sobremesa e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos tomamos café e fomos para a estação de teleférico para subimos no Mont-Blanc. Subimos até o topo, tiramos fotos compramos lembranças. Eu, papai Toni e Filipe passamos mal por causa da altitude e logo descemos.
A tia Mariângela não subiu porque ela passa muito mal lá em cima e então ela ficou nos aguardando lá embaixo. Ao descermos encontramos ela e fomos fazer um piquenique. Depois fomos para casa tomamos banho e o Felipe deu comida para a cobra enquanto nos víamos.
E na última noite na casa dos tios o tio preparou um prato típico suíço chamado Raclette. Muito diferente para nós, foi bom experimentar uma coisa nova.
Depois escovamos os dentes e fomos dormir.
No dia seguinte pegamos o trem para irmos para Barcelona. Chegando lá deixamos as coisas no hotel e fomos dar uma volta pela cidade. Depois jantamos em um restaurante chinês.
Depois fomos para casa, tomamos banho e fomos dormir.
No dia seguinte fomos tomar café no Starbucks, um lugar para tomar café. O papai Toni disse que sempre quis nos levar. Depois pegamos o ônibus de turismo para conhecemos a cidade melhor. Descemos e tomamos um sorvete. Logo depois fomos para o hotel, pegamos as malas e fomos para a estação de trem.
Fomos para Madri. Chegando lá deixamos as malas no apartamento e fomos dar uma volta pela redondeza. Depois paramos em um bar na frente do nosso apartamento, comemos uma batata porque não estávamos com muita fome. Logo depois fomos para casa, tomamos banho e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos, tomamos café e pegamos o ônibus de turismo Rota 1. Conhecemos um pouco da cidade e descemos no final. Logo depois fomos para um restaurante comer paella (paeja). Conhecemos um novo prato, a sopa de alho gelada, mais uma coisa nova para experimentar.
Depois fomos comprar ingressos para assistirmos dança flamenca.
Fomos para casa, descansamos um pouco tomamos banho, nos arrumamos e fomos assistir a dança flamenca. Eu adorei. É uma coisa muito diferente do que eu faço.
Depois do show fomos para a Plaza Mayor e comemos uma coisa típica de Madri cujo o nome para nós brasileiros pode ser estranho se chama “Porra”.  É um tipo de Churros. Gostamos. Também comemos tortillas. È um prato salgado, também típico de Madri.
Depois fomos para casa, tomamos banho e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos, tomamos café e pegamos o ônibus de turismo Rota 2. Passamos por vários pontos importantes do passado do nosso papai Toni. Depois descemos do ponto final. À tarde era uma tarde free, os papais queriam um tempo para eles. Nos deram 30 euros para irmos no KFC. Compramos um combo muito bom e fomos para casa comer. Antes havíamos combinado com os papais de fazer o kumon, arrumar as malas e fazer o relato da viagem.
Os papais chegaram à noite e conferiram as coisas. Depois o Dad fez a janta e fomos dormir.
No dia seguinte acordamos, tomamos café e fomos passear um pouco. Passamos em varias praças. Papai Toni lembrou de seu passado e se emocionou. Depois fomos em um mercado comprar coisas para fazermos nosso piquenique que havíamos planejado no jardim do Rei Juan Carlos. Escutamos músicas, colocamos o pé na água, conversamos e a hora se passou rápido. Depois fomos para o apartamento pegar nossas malas para irmos para Portugal de ônibus.
Chegamos em Lisboa bem cedinho às 6 da manhã. Deixamos as malas no hotel porque ainda não dava para fazer o check-in. Passeamos um pouco e tomamos café. Depois pegamos o ônibus de turismo e em seguida fomos para o hotel dormir. À noite fomos passear. Compramos postais e paramos em um restaurante para jantar. Comemos bacalhau e linguiça. Gostamos. Depois fomos para o hotel dormir.
No dia seguinte iríamos fazer um passeio de barco, mas não deu certo e aí fomos pegar o carro para ir à praia. Fomos para a praia do Meco, e depois fomos na praia de Sesimbra. Depois jantamos hambúrguer, bata frita, arroz e ovo. Voltamos para o hotel e fomos dormir.
No dia  seguinte saímos para ver o Santuário de Maria de Fátima e depois a cidade de Coimbra. Em seguida fomos a mais praias (Figueira da Foz e Pedrogão). Tomamos sorvete. Depois fomos para casa e  fomos dormir.
 No dia seguinte fomos entregar o carro no aeroporto e pegamos o avião para voltar para casa.
Eu aprendi com a viagem que temos que respeitar os costumes e culturas das pessoas de outros países. Aprendi a valorizar o Brasil. Essa viagem também me motivou a estudar e a valorizar as coisas que meus pais me dão e pagam para mim.



 


                                   

  



domingo, 4 de junho de 2017

Artigo: Entre Heráclito e Parmênides

Artigo: Entre Heráclito e Parmênides 
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
Duas concepções dominaram o pensamento filosófico durante bastante tempo: por um lado, as idéias de Parmênides e, por outro, o pensamento de Heráclito. Heráclito defendia a idéia de um mundo contínuo, para ele nada era mesma coisa, enquanto Parmênides definia um ser único, um ser imóvel, para ele tudo era igual, nada mudava, tudo era igual.
O conflito de pensamento de Parmênides e Heráclito é fundamental, pois pode ser considerado o primeiro choque de idéias que ainda hoje tem força, afastando-se lentamente da Filosofia da Natureza e do misticismo de Pitágoras. Neste artigo, vou abordar os conceitos e os pensamentos mais significativos dos dois filósofos.
A principal frase de Heráclito é: "Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras." Ou seja no pensamento dele a pessoa muda todos os dias , nunca somos os mesmos.
Parmênides tinha um pensamento diferente para ele sempre seremos as mesmas pessoas, nunca vamos mudar, para ele nada muda, tudo é sempre a mesma coisa.
Eu Alyson tenho uma concepção diferente. Para mim algumas coisas têm que mudar e outras não, para Heráclito todos os dias tínhamos que ser diferentes, ou seja se eu estudei em uma escola ontem, vou ter que mudar de escola hoje? Já Parmênides diz que tudo tem que ser igual, todos os dias as mesmas coisas, será que vou usar a mesma cueca todos os dias? Vou falar as mesmas palavras todos os dias, usar a mesma roupa todos os dias?, Essa e a questão que eu quero abordar.
É ai que entra Platão, no mundo das idéias de Platão, algumas coisas têm que mudar e outras não, eu concordo muito com Platão mas o desafio é que eu entenda Heráclito e Parmênides e veja em qual lado estou, Heráclito ou Parmênides, mudança ou não mudança.
Para mim eu tenho que mudar algumas coisas e outras coisas não tem que mudar, um exemplo é que 7 anos atrás eu era bagunceiro, não sabia estudar, não queria ler, e hoje em dia tenho dois livros publicados, adoro ler, estou estudando e sou bailarino e imagine se eu fosse o mesmo Alyson hoje, imagine eu ser o mesmo sempre, às vezes é preciso mudança em nossas vidas.
Esse artigo tem a ver com a minha vida porque às vezes meus pensamentos são parecidos com os pensamentos dos pré-socraticos.
Eu aprendi com esse artigo que nem tudo na vida  tem que mudar e nem tudo tem que ficar a mesma coisa, às vezes a mudança é preciso e às vezes a não mudança também é preciso.

Artigo: O melhor bailarino do mundo

Artigo: O melhor bailarino do mundo
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
O maior bailarino do mundo é brasileiro e tem apenas 17 anos, ele se chama Edson Barbosa, ele sempre gostou de dançar, desde pequeno, entrou na escola de ballet com 8 anos e assim não parou mais de dançar, hoje ele está no grupo cultural de dança Ilha no Rio de Janeiro.
Edson nasceu em Tocantins e se mudou para o Rio para estudar dança como bolsista, ele foi eleito o melhor bailarino do mundo no 40º Prix Lausanne na Suíça.
O Prix Lausanne é realizado anualmente desde 1973, é o mais importante concurso de dança internacional para jovens de 15 a 18 anos e Edson foi o único brasileiro selecionado para a finalíssima da competição.
Eu me chamo Alyson Miguel Harrad Reis, sou bailarino  na Eliane Fetzer Centro de Dança e tenho 16 anos, danço jazz, ballet e Hip-  hop, quero seguir minha vida com a dança e ao ver a história de Edson me emocionei e foi uma motivação para mim, não vou desistir.
“Eu só tenho a agradecer a todos pela energia positiva enviada. É como ter um sonho realizado. Muitas dores, broncas e sacrifícios foram feitos e graças a Deus foram recompensados” diz Edson com todo o carinho.
Eu Alyson quero ser um belo bailarino como Edson.
Esse artigo tem a ver com a minha vida porque eu sou um bailarino como Edson e vou lutar para melhorar e ser um bailarino bom como ele.
Eu aprendi com esse artigo que não temos que dançar por dançar, temos que nos dedicar para que no futuro sejamos bailarinos fortes e com técnica.





Artigo: O maior abandonado

Artigo: O maior abandonado
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
O nome dele é Carlos Alberto Araujo e tem 72, ele nunca teve uma família, nunca teve alguém pra amar e nem ninguém para chamar de pai e mãe.
Carlos vive há quase sete décadas no abrigo para crianças vulneráveis socialmente de São Paulo, ele não conhece muita coisa por fora dos muros do abrigo.
Por causa de sua timidez e a ausência total de referência familiar ele nasceu, cresceu, envelheceu e continua abrigado.
Entre 11 e 12 anos foi a idade que Carlos foi transferido para esse abrigo que mal sabia ele que a maior parte de sua vida seria ali dentro do Educandário Dom Duarte, conhecido com “ Cidade das crianças” que abriga cerca de 500 meninos e meninas abandonados no extremo sul de São Paulo.
Carlos chegou numa camionete com outros 10 meninos e foi morar no pavilhão 23, eram 25 ao todo, cada um continha várias crianças e era mantido por uma família diferente.
Assim que Carlos chegou foi aprender carpintaria.
O local tem 470 mil m²e atualmente presta serviços de atenção a crianças e idosos também vulneráveis, os pavilhões tornaram-se espaços destinados aos programas sociais.
Carlos chorava muito nos períodos de férias e festas porque todos iam para a casa de algum familiar que restou ou algum conhecido, mas ele não tinha ninguém, então ele ficava no abrigo mesmo.
Carlos tentou ir a alguns programas de televisão para ver se encontrava algum parente mas não deu certo.
Ao completar 18 anos Carlos seguiu institucionalizado mas na condição de funcionário da instituição.
Carlos trabalhou na carpintaria por 20 anos e depois em funções administrativas.
Na sua vida adulta ele ganhou um espaço próprio, dentro do abrigo, vive por lá, tem poucos moveis mas em um estado de conservação impecável.
Acorda todos os dias bem cedo, almoça ao meio-dia e sai muito pouco, morou três anos em um hospital por conta de um problema grave de saúde.
Aos sábados ele costuma comprar pizza e sempre divide com seus colegas de trabalho da instituição.
Carlos alfabetizou-se há um pouco mais de 10 anos e aposentou-se em 2011.
Ninguém nunca tinha registrado alguém que tenha ficado tanto tempo no abrigo.
Carlos gosta de dançar, de fazer ginástica e de cuidar da horta do abrigo, nunca se casou ou namorou, devido à timidez .
Carlos sempre teve um bom coração, ele diz que quando morrer quer que tudo que ele tem vá para a instituição.
Carlos gosta muito do trecho da musica A felicidade de Vinicius de Moraes e Tom Jobim que diz, “ A tristeza não tem fim, felicidade sim”.
Esse artigo tem a ver com a minha vida porque eu já passe pelo que Carlos passou, passei por 7 abrigos.

Eu aprendi com esse artigo que apesar das dificuldades da vida temos que sorrir e tentar seguir em frente. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Artigo: A baleia azul – Um jogo triste

Artigo: A baleia azul – Um jogo triste
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
O jogo da baleia azul foi criado para pessoas solitárias jogarem, pessoas que são infelizes que não fazem nada.
O jogo tem 50 desafios, um por dia que o jogador tem que cumprir, se entrar não tem mais saída. As pessoas que mandam os desafios para os jogadores raqueiam as redes sociais deles e se desistirem eles fazem ameaças do tipo matar familiares e invadir a casa do jogador.
A maioria das pessoas que começaram a jogar não sabiam que o jogo era ruim porque se soubessem que teriam que se matar não entrariam no jogo.
Os desafios que enviados durante 50 dias um por dia e sempre as 4:20 da manhã e os jogadores têm que cumprir todos os desafios.
Os desafios não são fáceis. São até meio bizarros, desafios do tipo andar em cima de um prédio e cortar os braços com a gilete ou estilete.
Os primeiros desafios são virtualmente, depois de uns dias o jogador e o tutor se encontram em lugares para fazerem os desafios e quando não se encontram o jogador tem que mandar  os desafios em forma de foto ou vídeo.
No Brasil 23 jovens entre 15 e 17 anos já se suicidaram por causa do jogo da baleia azul, os jogadores viviam trancados dentro de seus quartos não falavam nem mesmo com seus familiares .
A maioria dos pais não sabiam que os filhos estavam jogando o jogo, e depois do sumiço dos filhos ficaram em choque e quando foram ver computadores e redes sociais viram fotos e vídeos horríveis sobre o jogo que seus filhos haviam feito.
Outros 7 jovens tentaram se suicidar mas foram impedidos por amigos e parentes que estavam por perto que os encontraram em um estado físico horrível, com olheiras enormes por conta das noites mal dormidas, cortes nos pulsos, joelhos e pernas machucados. Esses jovens foram salvos do suicídio e salvos da morte.
O que leva o jovem a cometer suicídio?
Provavelmente por coisas muito ruins que aconteceram recentemente  na vida dos mesmos, e principalmente por causa da solidão.
A vida de um jovem não pode ser estragada por causa de um jogo, os jovens têm muita vida pela frente. Ainda não é o momento de morrerem.
Eu aprendi com esse artigo que eu não devo jogar jogos referentes a tirar a minha vida ou colocar minha família em risco.

Esse artigo não tem nada a ver comigo por que eu não faria uma bobagem dessas de me cortar ou entrar em jogos da internet. Meus pais me ensinaram a não fazer coisas erradas e me ensinaram a ter autonomia.  

sábado, 22 de abril de 2017

Artigo: Empatia

Artigo: Empatia, baseado no artigo da Folha de São Paulo, escrito por Rosely Sayão.
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
Empatia é quando alguém quer ajudar o próximo e sempre pensar no outro.
Empatia é você se colocar no lugar de alguém e imaginar como seria se você fosse aquela pessoa naquele momento. O que iria fazer?
Rosely diz que temos que ensinar a empatia para as pessoas desde sempre. Ela diz também que os adolescentes precisam de ajuda para que eles aceitem as pessoas ao seu redor e ao invés de julgar e xingar, ajudar e cuidar.
As escolas de hoje em dia têm em foco o ensino e expectativas do aprendizado dos conteúdos. É por isso que as famílias desejam por boas notas escolares dos filhos, e escolas que são consideradas boas  são aquelas que tem uma quantidade enorme de conteúdos que têm que ser aprendidos pelos alunos, não importa como.
São poucas escolas que escapam desse foco conteudista, e ainda é pouco o número de famílias que procuram escolas chamadas alternativas, que têm metas diferentes daquelas praticadas nas escolas tradicionais.
O ensino das humanidades nas escolas está em segundo lugar, e a reforma do ensino médio oficializa essa posição. A proposta do ensino médio quer tirar as matérias do ensino das humanidades.
O ensino das humanidades é essencial porque é com elas que aprendemos a ser éticos e cidadãos.
A questão da ética deve ser discutida e desenvolvida pelos estudantes, na escola na família e na sociedade.
Esse artigo tem a ver com a minha vida porque quando eu cheguei em Curitiba eu era muito egoísta, não era empático, mas com o passar do tempo fui aprendendo a empatia.

Eu aprendi com esse artigo que eu devo ser empático com as pessoas.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Artigo: Frustração baseado na matéria que foi publicada na Folha de São Paulo escrita por Rosely Sayão

Artigo: Frustração baseado na matéria que foi publicada na Folha de São Paulo escrita por Rosely Sayão.
Alyson Miguel Harrad Reis
16 anos
Colégio Estadual Professor Cleto, Curitiba PR
Muitos pais não querem que seus filhos experimentem frustrações Na vida, acham que pode prejudicar o desenvolvimento da criança.
Um exemplo de frustração: Uma mãe está procurando professores de todas as matérias para acompanhar seu filho durante o ano letivo. Ela não quer que ele tenha baixos rendimentos. Nas raras vezes que isso aconteceu ele começou a ter um comportamento estranho, não queria ir para a escola e ficava muito triste.
A mãe diz que ele precisou de algumas sessões psicológicas para conseguir seguir em frente e recuperar as notas que ele havia considerado baixas.
Essas frustrações são normais, quando queremos muito que aconteça algo e não acontece, ficamos tristes e frustrados.
Eu Alyson Miguel Harrad Reis  era muito frustrado. Quando uma coisa que eu queria que acontecesse não acontecia eu ficava muito chateado  e triste e grosso. Uma vez eu queria muito ir numa festa, tinha até pegado o convite e no fim não deu pra eu ir. Eu fiquei brabo, não queria falar com ninguém, mas de tanto eu me frustrar eu aprendi a não me frustrar.
Os pais tentam proteger seus filhos das decepções, mas as decepções fazem parte da vida e é com as decepções que a gente aprende a não se decepcionar e não se frustrar.
As primeiras frustrações da vida começam quando ainda somos bebês, quando tentamos andar, não conseguimos e caímos, e começamos a chorar pelo fato de não termos conseguido andar. Começamos com as frustrações cedo.
Eu ficava frustrado quando eu pedia para meus pais comprarem uma coisas e eles diziam não, eu fazia birra, caras e bocas e ficava insistindo para que eles comprassem, e eles me deixaram de castigo.
No entanto eu fui aprendendo a lidar com essas coisas. Hoje se eu pedir algo para meus pais e eles disserem não, eu não vou gostar mas eu não faço mais birra e não fico mais insistindo para que eles comprem.
Rosely diz aos pais para não se preocuparem com as frustrações de seus filhos porque a frustração faz parte da vida, é com ela que aprendemos a lidar com as coisas.
A vida é cheia de frustrações, todo mundo tem alguma frustração, no trabalho, em casa , com os amigos e às vezes tem frustrações com sigo mesmo.
Eu aprendi com esse artigo que eu tenho que me frustrar para aprender a não me frustrar , porque é só  se frustrando que aprendemos a não nos frustrar.

Esse artigo tem a ver com a minha vida porque eu era muito frustrado com as coisas e eu aprendi muitas coisas na vida com as frustrações.